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The Magicians Temporada 1 – Crítica 4.0

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Baseado na trilogia de Lev Grossman, The Magicians é uma mistura de Harry Potter, Nárnia e uma pitada de Pretty Little Liars.

A história segue a vida de Quentin Coldwater (Jason Ralph), um garoto um pouco problemático, mas muito inteligente, que está perto de se formar no ensino médio, mas que ainda não encontrou seu lugar no mundo, então ele prefere se esconder dentro dos livros de Fillory, uma terra fictícia muito, muito parecida com Nárnia. Junto com sua melhor amiga (e paixão secreta), Julia (Stella Maeve) e Fillory, preenchem o sentimento de solidão de Quentin.

Até que Julia e Quentin acabam recebendo um estranho convite para participar de uma seleção para a Universidade de Brakebills – uma escola de magia na cidade de Nova Iorque. Ambos passam por uma seleção extremamente difícil – nada de chapéu seletor -, para provar serem dignos de estudar na escola.

Quentin é aceito e finalmente percebe que ali é o seu lugar, mas Julia tem sua memória apagada e é mandada de volta para casa e começa a sofrer alguns problemas psicológicos, passando a perder o interesse no mundo real.

A narrativa de The Magicians é bem fiel ao livro, contando com um ser que aparece logo no primeiro episódio (The Beast) que pode ser comparado à Aquele-Que-Não-Se-Deve-Nomear, na qual Quentin e seus colegas de classe, mesmo despreparados, devem enfrentar.

Brakebills, como Hogwarts, é preenchido com todos os tipos de personagens, política e intriga pessoal. Embora tomado sob as asas de Eliot (Hale Appleman), Quentin permanece quase inseguro de si mesmo no mundo mágico como no exterior. Até que, uma série de sonhos em que o mundo de “Fillory e Further” parece ser real, leva Quentin a começar um relacionamento com Alice (Olivia Taylor Dudley), a aluna mais promissora da escola.

O aparecimento relativamente rápido do monstro da história e o anseio de provar que seus sonhos e Fillory são de fato reais, deixa pouco tempo para Quentin, e os espectadores, para explorar o universo mágico de Brakebills.

Julia, entretanto, que conseguiu parte de sua memória de volta e está arrasada por sua rejeição, recebe a oferta de entrar no mundo mágico por uma porta lateral, que pode ou não ser supervisionada pelas forças que Quentin e seu grupo irão enfrentar logo em breve. Stella Maeve, na minha opinião, tem uma das melhores atuações da série, pois ela quase nos faz sentir sua dor e as lutas que enfrenta ao ser rejeitada por Brakebills.

The Magicians possui momentos obscuros, onde os personagens são forçados a enfrentar seus medos, ver suas respectivas mortes e escolher entre lutar ou fugir. A sexualidade também é livremente explorada, coisa que não aconteceu no mundo de Harry Potter. Sexo heterossexual, homossexual, em grupos e a três são mostradas livremente na série.

Ela também retrata o abuso sexual de menores de idade, e o estupro às mulheres, e como ambos os personagens seguem suas vidas com o acontecimento.

Nossa tela é preenchida com todos os tipos de terras mágicas e dimensões extras, mas “The Magicians” possui o seu próprio mundo, fazendo os alunos um pouco mais velhos e complicados, o que torna a série mais focada num público jovem-adulto.

É uma série cheias de criaturas místicas, novos feitiços – mas nada de varinhas -, e crescimento pessoal. É um ótimo escape para quem sente saudades de Harry Potter e Nárnia e vale super a pena.


Caso nunca tenha visto a série, veja o trailer de lançamento de The Magicians.


Crítica
ÓTIMA


Léo

Um engenheiro fanático pelo mundo nerd, viciado em cinema e televisão.

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